Tua Família - (Livro Tua Casa - João Nunes Maia / Ayrtes)
A tua família é o Reino de Deus que almejas; porém, este reino deve ser conquistado pelos esforços constantes de quem participa dele. O que tínhamos de ganhar da Sabedoria Divina, já o recebemos antes de expressar o nosso desejo. A parte que nos toca nos chega pelas vias do trabalho e da esperança, comungando com o amor.
Estamos falando dentro da tua casa, não nos importando o que pensas de nós que aqui nos reunimos, encarnados e desencarnados. Decidimos te ajudar e o silêncio nos faz muito bem; queremos compreender teus conflitos - se os tiveres - e as tuas necessidades - se existirem; devemos nos unir na paz e na esperança do Divino Mestre - Ele conosco e nós com Ele - para descobrirmos os caminhos pelos quais o sol aparece nas consciências que o buscam.
A tua porta abriu-se e entramos; queremos fazer parte da tua família, como sendo filhos, irmãos, pai e mãe, senão parentes de todas as escalas. E aqui estamos para falar de Deus, de Jesus, dos anjos, e dos meios para viver melhor; queremos te dizer que ninguém pode viver sem Fé. A Fé em um lar é mais útil que o pão, a veste, que o teto que te cobre. Por ser ela tudo isso e muito mais, ela é igualmente
remédio, porque transforma o que quer que seja em bálsamo curativo para qualquer espécie de enfermidade. A Fé é um agente de Deus, capaz de iluminar a criatura por dentro. Alegra as pessoas e cria Esperança em todos os trabalhos que executam. Tua família precisa de Fé e para que cresça em ti e em tua casa, é necessário que a busques, e os caminhos mais saudáveis são os ensinados por Jesus, guardados com amor no Evangelho.
Meu filho, se te falta a leitura, se escapou da tua vida o entendimento das coisas espirituais, que são filhos do teu próprio esforço, Deus não Se esqueceu de te ofertar os ouvidos, os sentimentos, a visão, os sentidos que te fazem participar da vida! Peça a alguém para ler as páginas que o teu coração pedir, que o ambiente te fará entender, por vias que às vezes desconheces. Alimenta a Fé que puderes alimentar e confia em Deus, que Jesus te alcançará com o seu amor; os benfeitores espirituais nunca se esquecem de quem trabalha e abre as portas procurando entender a vontade do Senhor.
A Fé é um laboratório divino que pode transformar a água simples que bebes, na mais alta terapia da vida; pode mudar o ritmo do teu coração e ainda mais, ela faz com mais acerto o serviço do mais hábil cirurgião plástico, porque embeleza a tua alma e acende o teu coração como sendo lâmpada de Deus. Esquecer a Fé é caminhar para a morte.
Infunde em teus filhos a confiança todos os dias, e
procura participar dos seus interesses; onde a mudança de
entendimento for necessária, procura fazê-la sem exaltação, nem violência, ajudando com brandura e convicção no que dizes. Se o céu está na consciência de cada um, ele pode e deve se refletir na família, para que a família faça irradiar o bem em favor da humanidade. Esquece a contrariedade, que sempre chega pelo desentendimento e lembra-te da Fé, que tem o poder de iluminar todos os tipos de problemas.
Deus Nunca se esquece de quem se esforça.
Tua Família - (Livro Tua Casa - João Nunes Maia / Ayrtes)
A tua família é o Reino de Deus que almejas; porém, este reino deve ser conquistado pelos esforços constantes de quem participa dele. O que tínhamos de ganhar da Sabedoria Divina, já o recebemos antes de expressar o nosso desejo. A parte que nos toca nos chega pelas vias do trabalho e da esperança, comungando com o amor.
Estamos falando dentro da tua casa, não nos importando o que pensas de nós que aqui nos reunimos, encarnados e desencarnados. Decidimos te ajudar e o silêncio nos faz muito bem; queremos compreender teus conflitos - se os tiveres - e as tuas necessidades - se existirem; devemos nos unir na paz e na esperança do Divino Mestre - Ele conosco e nós com Ele - para descobrirmos os caminhos pelos quais o sol aparece nas consciências que o buscam.
A tua porta abriu-se e entramos; queremos fazer parte da tua família, como sendo filhos, irmãos, pai e mãe, senão parentes de todas as escalas. E aqui estamos para falar de Deus, de Jesus, dos anjos, e dos meios para viver melhor; queremos te dizer que ninguém pode viver sem Fé. A Fé em um lar é mais útil que o pão, a veste, que o teto que te cobre. Por ser ela tudo isso e muito mais, ela é igualmente
remédio, porque transforma o que quer que seja em bálsamo curativo para qualquer espécie de enfermidade. A Fé é um agente de Deus, capaz de iluminar a criatura por dentro. Alegra as pessoas e cria Esperança em todos os trabalhos que executam. Tua família precisa de Fé e para que cresça em ti e em tua casa, é necessário que a busques, e os caminhos mais saudáveis são os ensinados por Jesus, guardados com amor no Evangelho.
Meu filho, se te falta a leitura, se escapou da tua vida o entendimento das coisas espirituais, que são filhos do teu próprio esforço, Deus não Se esqueceu de te ofertar os ouvidos, os sentimentos, a visão, os sentidos que te fazem participar da vida! Peça a alguém para ler as páginas que o teu coração pedir, que o ambiente te fará entender, por vias que às vezes desconheces. Alimenta a Fé que puderes alimentar e confia em Deus, que Jesus te alcançará com o seu amor; os benfeitores espirituais nunca se esquecem de quem trabalha e abre as portas procurando entender a vontade do Senhor.
A Fé é um laboratório divino que pode transformar a água simples que bebes, na mais alta terapia da vida; pode mudar o ritmo do teu coração e ainda mais, ela faz com mais acerto o serviço do mais hábil cirurgião plástico, porque embeleza a tua alma e acende o teu coração como sendo lâmpada de Deus. Esquecer a Fé é caminhar para a morte.
Infunde em teus filhos a confiança todos os dias, e
procura participar dos seus interesses; onde a mudança de
entendimento for necessária, procura fazê-la sem exaltação, nem violência, ajudando com brandura e convicção no que dizes. Se o céu está na consciência de cada um, ele pode e deve se refletir na família, para que a família faça irradiar o bem em favor da humanidade. Esquece a contrariedade, que sempre chega pelo desentendimento e lembra-te da Fé, que tem o poder de iluminar todos os tipos de problemas.
Deus Nunca se esquece de quem se esforça.
Capítulo 48 - Cirugia Moral
(João Nunes Maia / Lancellin)
ACEITA O INEVITÁVEL
A humildade é uma força que deve estar sempre presente em nossos caminhos. Ela estabiliza as nossas condições emocionais, abrindo para nós perspectivas novas dentro daquilo que antes não aceitávamos. Ela nos abre as portas do entendimento para aceitar o inevitável, que é o melhor para nossa vida. Se recuamos diante dele, é por não conhecermos seus efeitos na manutenção do nosso Espírito. A reencarnação é um desses exemplos, chegando ao ponto de os próprios conhecedores da lei a detestarem, porque não querem portar novos corpos dentro da sequência imposta pela limpeza cármica. Esses sofrerão mais, porque ela não vai deixar de existir, apesar da resistência alimentada pela ignorância.
Podemos enumerar várias situações inevitáveis no mundo em que ora vives: a dor, o trabalho obrigatório, a educação, a disciplina, o perdão, as inferioridades; as leis do mundo, chuvas, ventos, guerras, fome, pestes, agressões de todos os tipos e a temível velhice e decadência do corpo físico. Sabendo destas, podes deduzir outras mais que, por enquanto, existem no plano em que vives.
O observador inteligente reconhece um Deus único e bom, justo e amoroso para com todos os Seus filhos. Tal observador usa da humildade, da obediência e aceita o inevitável, aquilo que não pode ser mudado. Depois, reconhecerá que tudo está de acordo com as leis naturais que os servem a todos.
Grande parte dos problemas são formados por nossas criações e cabe a nós mesmos resolvê-los, limpando nossos próprios caminhos. Se a Terra está passando por uma fase de provações, é porque tal é necessário para a higiene cármica dos homens. São processos do despertar espiritual das criaturas, e a fase mais dura para a humanidade deve ocorrer neste fim de século para o princípio do outro.
Se os homens se educarem, isolando suas mãos dos engenhos mortíferos de guerras fratricidas, a própria natureza cobrará as dívidas feitas pela invigilância das almas em passado mais remoto, com lições dolorosas e justas para os retardatários que não puderam aprender por amor.
Vamos aceitar o inevitável e tirar dele as lições que possam nos oferecer, pelos meios que a natureza descobriu serem os melhores para a humanidade. Nada ocorre sem a presença de Deus. Ele é que vê primeiro e analisa as consequências. Tais catástrofes existem dentro de nós nas proporções do nosso tamanho evolutivo espiritual. Basta analisar as ocorrências. Quando um idoso de uma família entra em decadência, o apego da mesma deseja contrariar as leis de Deus e muitos blasfemam contra os sofrimentos necessários ao desprendimento da alma.
O inevitável deve ser respeitado, para não ser perturbada a harmonia. É de bom alvitre que desenvolvamos a fé, porque tendo confiança em Deus, tudo passa na vida sob a forma de construção, e poderemos sentir o Senhor mais visível em todos os fatos, com e por amor à Sua magnânima lei.
Todas as provações são tempestades passageiras. A bonança é eterna condição do Espírito imortal.
Prefácio do livro Segurança Mediúnica
A caridade tomou uma feição diferente, principalmente no Brasil, graças ao Espiritismo, que usa os canais da mediunidade para expressar o amor em várias modalidades. Com a Doutrina dos Espíritos, muitas coisas mudaram de rumo, despertando as claridades que se encontravam encobertas. A letra deixou de ser letra para ser luz, e a luz inspirou muitas criaturas para a disseminação do bem imortal.
Quanto tempo se passou de Jesus a Allan Kardec, enquanto o Evangelho era escondido cada vez mais pela ignorância! No século dezesseis, ele eclodiu com Martinho Lutero, procurando ser difundido como a promessa do Divino Mestre. No entanto, foi logo distorcido nos seus mais puros fundamentos, porque a violência não pode conviver com o amor, e a caridade sem obras, oriunda do egoísmo, é morta. As guerras religiosas devastavam o planeta, a fome de esperança aniquilava todas as comunidades da Terra e a paz fugia dos corações humanos. A humanidade sofria e a dor começava a passar dos limites, transfomando-se em oração. Como no mundo a situação era de desespero, a Terra agonizava pela brutalidade. Era necessário usar a lei dos semelhantes que curam os semelhantes, e foi aí que o remédio veio pelos processos da revolução francesa.
Vejamos como a mediunidade ocupa lugares variados. O filósofo Emmanuel Kant serviu de instrumento mediúnico, prevendo o nascimento do Consolador prometido pelo Cristo, quando afirmou, lembrando-se da figura histórica de Simeão no Evangelho:
“Agora, Senhor, despede-Te em paz do
Teu servo, segundo a Tua palavra, porque
os meus olhos já viram a salvação”.
E, de fato, quem libertou o pensamento das entranhas da prepotência para fazer surgir a Doutrina Espírita foi a revolução francesa, cujas aspirações deveriam ter sido consolidadas por Napoleão Bonaparte.
Kant despediu-se da Terra, com grande tranquilidade, no ano de 1804 e, nesse mesmo ano, nasceu em Lyon o futuro instrumento das forças espirituais para consolidar as promessas de Jesus e fazer reviver o Cristianismo primitivo do Senhor, abrindo caminho na amplitude de Seu desejo, para a educação dos povos.
A mediunidade passou a ser, então, canal de respeito entre os homens porque, por ela, surgiu a terceira revelação, que não é estática como as outras, mas progressiva, de modo a acompanhar a marcha de ascenção dos seres humanos.
A Doutrina dos Espíritos vem mostrando, em toda a sua volumosa literatura, que a função mediúnica se apresenta a todos os povos, como a todas as organizações humanas. Basta que prestemos atenção nos fatos, para encontrarmos essa verdade. O Espiritismo está empenhado em abrir escolas para a educação dessa faculdade inerente aos homens, de modo que ela seja dominada pelo amor e guiada pela caridade, porque dentro dessa atmosfera santificante, sempre falará o Cristo, como Pastor de todo o rebanho da Terra.
E, pelo que vemos na postura dos políticos modernos e no comportamento dos homens em geral, parece que a dor passa dos limites dos fardos a serem carregados e começa a se transformar em rogativa ao Senhor novamente. E, se acontecer o que estamos prevendo (e que não desejamos que aconteça), a revolução francesa e as grandes guerras não terão passado de simples avisos do que poderá advir pela imprudência dos povos.
Os demônios da devastação foram criados pelas mentes brutalizadas dos homens por lhes faltar o Cristo no coração. Mesmo assim, pedimos a Deus para abençoar a humanidade e não deixar acontecer o máximo merecido. Apelamos à misericórdia do Senhor para que deixe acontecer, se assim for preciso, o mínimo.
E é sempre a mediunidade que dará nascimento aos movimentos de paz e de guerra, dependendo da sintonia espiritual do médium-líder de um grupo social. Mas, como não devemos pensar em destruição, ocupemo-nos da mediunidade traçada por Allan Kardec, e ampliada pelos Espíritos superiores, para que possamos fazer nascer a paz dentro de nós mesmos, porque essa paz, com as mãos do tempo e a vontade de Deus, irá avançar e atingir toda a Terra, todas as criaturas.
Graças à Doutrina Espírita na Terra, principalmente no Brasil, será aliviado o apocalipse do fim dos tempos, pois ela é como um anjo de paz, com a força de Deus e sob o comando do Cristo. Rogamos a Deus que, depois dessa festa de fogo, os homens saiam livres da agressão cármica e os seus corações batam sob o ritmo do universo, onde o amor é a tônica da vida.
Estamos trabalhando - e somos uma legião - para que a mediunidade exerça uma posição de luz e desperte os seres humanos para o verdadeiro objetivo da vida, para que não se esqueçam de, passo a passo, se transformarem pela boa vontade para o empenho no Evangelho, porque o homem evangelizado constitui a promessa do reino de Deus, do paraíso perdido por esquecimento do amor.
Este livro - Segurança Mediúnica - vem dar-nos alguns toques de como proceder diante das faculdades afloradas. Eis que estão sendo tocados os últimos clarins da espiritualidade. Convém atendê-los, para que não aconteçam conosco coisas piores. Oremos juntos, meus irmãos, agradecendo a Deus por tantas bênçãos vindas no meio de tantas aflições. Usai vossos talentos, multiplicando as obras de beneficência e não enterreis os valores que Deus depositou em vossas mãos. Abençoai o tempo e aproveitai as horas, tirando as nuvens das incompreensões que possam empanar o sol da caridade, para que ele vos guie e vos salve das imprudências tramadas pelo orgulho e pelo egoísmo.
Saudemos este esforço desse irmão em Cristo neste trabalho, e que ele possa despertar alguém para a realidade. E que esse alguém veja o Mestre à sua frente chamando-o, neste termos: “Segue-me, eu sou o caminho”.
Bezerra
Belo Horizonte, 23/11/83.